<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433</id><updated>2011-08-05T23:52:14.761-07:00</updated><title type='text'>Silêncio das Espáduas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-5184128559343529017</id><published>2008-11-22T21:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T21:47:09.293-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para sempre e sempre eu quero voar. Mas na dúvida fico em casa, marota.&lt;br /&gt;Para sempre e sempre, eu costumo dizer, para sempre não sei.&lt;br /&gt;Para sempre e sempre crescer: forte, precisa, ácida; crescer, apenas, sei lá (para sempre e sempre).&lt;br /&gt;Pois use seus globos oculares para ver os contornos, e as linhas, e as cores.&lt;br /&gt;Tudo reto, sinuoso. Colorido, de pedra, de madeira, de escombros, de palavras.&lt;br /&gt;Quão belas!&lt;br /&gt;Mortadelas!&lt;br /&gt;Palavras, quimeras.&lt;br /&gt;quão belas, quão belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nele era reparado com minúcia por Lúcia.&lt;br /&gt;E ela era tão santa que não fazia juízo de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça vai falhando, os bares já vão se exaurindo de caráter, virando uma massa amorfa, daquele jeito, falhando. Já não é possível escrever,  o que vem a ser isso, anyway?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou-me embora para passárgada, meus amigos.&lt;br /&gt;Sempre fomos tão parecidos, e tão inconciliáveis.&lt;br /&gt;Sempre fomos essa coisa linda.&lt;br /&gt;Sempre fomos clube da luta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-5184128559343529017?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/5184128559343529017/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=5184128559343529017' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/5184128559343529017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/5184128559343529017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2008/11/para-sempre-e-sempre-eu-quero-voar.html' title=''/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-1036026601707882830</id><published>2008-11-22T20:38:00.000-08:00</published><updated>2008-11-22T20:53:37.791-08:00</updated><title type='text'>Virgília 25</title><content type='html'>causais.&lt;br /&gt;casuais.&lt;br /&gt;julho transcorria como um mês de dezembro. Tanta compra, tanta compra.&lt;br /&gt;Virgília está na porta do bar, fresca, ao lado de um vaso de um arbusto muito verde.&lt;br /&gt;seus amigos todos bebericam cervejas, estão todos fortes, nunca na vida levaram porrada, e ao mesmo tempo desnudam-se como bebês frágeis e entregues. Morreriam como Jesus: num momento em que poucos morreriam. Mas nem sempre todos morreriam nesse momento, é claro.&lt;br /&gt;Virgília está na porta do bar, mas se preocupa com a calçada de fora, com a lua, os carros, o óleo, com uma certa ausência de lugar.&lt;br /&gt;O bar é redondo, com balcão no centro, garçons de cabeças baixas, e pessoas, coincidentemente amigos de Virgília, falando, falando, falando, falando.&lt;br /&gt;Estão entregues, falando de deus, falando de si, falando de roupas, falando de beleza, falando, falando.&lt;br /&gt;E Virgília, calada, olhando pro lado de fora da porta, apenas considera o ambiente, vislumbra nele marcas de determinados processos históricos, relaciona ao sol, relaciona ao zodíaco, relaciona aos cavaleiros do zodíaco e à mafalda; todos identificados por ela dentro de um processo histórico, como eu já disse.&lt;br /&gt;Virgília vê o mundo, e espera que o Mundo seja gentil com ela.&lt;br /&gt;Virgília, 25 anos, espera encontrar o sentido da vida e morar numa casa à beira da praia. sexy, suja e vaidosa.&lt;br /&gt;Gilinha, para os maiores apreciadores do produto dessa vaidade dela.&lt;br /&gt;simples, pura e caótica, entende?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-1036026601707882830?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/1036026601707882830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=1036026601707882830' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/1036026601707882830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/1036026601707882830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2008/11/virglia-25.html' title='Virgília 25'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-1682017273560370023</id><published>2008-11-08T17:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T17:49:00.987-08:00</updated><title type='text'>Vidinha</title><content type='html'>Cada novo instante é uma chegada do que tem atrás da curva, tendo a vida várias curvas,  sendo cada curva uma vida inteira, e sendo cada vida inteira, um instante.&lt;br /&gt;um espiral infindável de vidas, ímpares, e tão iguas entre si justamente por serem Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ênfase na escolha: ou no puro aprisionamento de ser um só com o restante da sociedade.&lt;br /&gt;Vida:&lt;br /&gt;isso tudo.&lt;br /&gt;Uma experiência cheia de determinações, e de formas ímpares de percepção dessas determinações...e do paradoxo de ambas, dialeticamente.&lt;br /&gt;Uma existência difícil, a dessa Vida, que é tudo e é nada, que se nutre e se mata sem contudo morrer.&lt;br /&gt;A vida vai vivendo, mesmo ao lado traiçoeiro da morte.&lt;br /&gt;Sendo a morte também um "depois" da curva das vidas.&lt;br /&gt;Mas a vida, apesar de forte, também não extingue a morte,&lt;br /&gt;e as duas vão existido de mãos dadas.&lt;br /&gt;Apoiadas, irmãs uma da outra, invejosas uma da outra, admiradas uma da outra, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre a vida enquanto se vive,&lt;br /&gt;e nunca saber muito bem o que é a vida,&lt;br /&gt;e sempre entender o significado dela&lt;br /&gt;em sua multiplicidade&lt;br /&gt;em sonhos premonitórios, assasinatos no parque, mergulhos com tubos de oxigênio, florestas, ocidente, desmembramentos de nossos próprios movimentos no mundo.&lt;br /&gt;Vida! Como uma palma enérgica.&lt;br /&gt;Uma explosão&lt;br /&gt;cansada&lt;br /&gt;esperando&lt;br /&gt;e mascando chicletes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo isso que a gente imagina, é enorme, impossível.&lt;br /&gt;A vida é impossível, já dizia Nelson.&lt;br /&gt;Eu inventei o Nelson a partir do que ele inventou de si mesmo.&lt;br /&gt;isso é vida.&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;O que é vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-1682017273560370023?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/1682017273560370023/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=1682017273560370023' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/1682017273560370023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/1682017273560370023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2008/11/vidinha.html' title='Vidinha'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-3441660461334414834</id><published>2007-07-12T22:37:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T22:49:41.180-07:00</updated><title type='text'>o jornalista sortudo</title><content type='html'>crec crec crec crec crec crec...&lt;br /&gt;curvado, de suspensórios, sobre a máquina de escrever.&lt;br /&gt;fufufufumaça. pshhhhhhhh.&lt;br /&gt;crec crec crec crec crec&lt;br /&gt;se repetia.&lt;br /&gt;e o cachorro na varanda. viralata de orlelhas caídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crec crec crec, a máquina rangia. crec crec crec...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso até que batem na porta: era o mordomo fiel, com olheiras  enormes e pelancas no rosto.&lt;br /&gt;trazia o remédio da meia noite.&lt;br /&gt;- senhor. abra a porta. eu lhe trago o remédio da meia noite.&lt;br /&gt;era o mais importante remédio do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então o escritor "crec crec" se levanta e abre a porta:&lt;br /&gt;- obrigado, ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tomou o remédio e voltou a se debruçar sobre o "crec crec" de antes.&lt;br /&gt;e assim ficou ate que raiou o dia, com o sol quente e o cheiro dessas macieiras que o incitaram a dormir.&lt;br /&gt;escrever e dormir, isso ele podia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-3441660461334414834?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/3441660461334414834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=3441660461334414834' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/3441660461334414834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/3441660461334414834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2007/07/o-jornalista-sortudo.html' title='o jornalista sortudo'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-7086371604420428213</id><published>2007-06-01T15:25:00.001-07:00</published><updated>2007-06-01T15:25:34.960-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Veja a estaticidade daquele morro,&lt;br /&gt;E a forma como as árvores nele se dispõe.&lt;br /&gt;E diga o que isso te dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu escrever o que me faria sentir o apocalipse&lt;br /&gt;Ao derramar sua redenção gélida por sobre a forma atual das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia o filósofo que na natureza&lt;br /&gt;Nada se perde ou se cria:&lt;br /&gt;Apenas se transforma a matéria que está.&lt;br /&gt;E com ela as almas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplar a beleza quase sexual de tudo o que está parado,&lt;br /&gt;Constatar a sabedoria do que é, apenas.&lt;br /&gt;E com isso indagar sobre a passagem do tempo e sobre o infinito que está dentro do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que serve isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que enxergamos e que é inexprimível,&lt;br /&gt;Existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia que nos coesiona a todos, seres vivos ou inorgânicos,&lt;br /&gt;Existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta do sentir,&lt;br /&gt;Existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o final de um poema sem fim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-7086371604420428213?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/7086371604420428213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=7086371604420428213' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/7086371604420428213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/7086371604420428213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2007/06/veja-estaticidade-daquele-morro-e-forma.html' title=''/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-4251521532035054048</id><published>2007-06-01T15:10:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T15:19:24.980-07:00</updated><title type='text'>Um Poema</title><content type='html'>Jabuticabas moles&lt;br /&gt;no chão repousam&lt;br /&gt;E por razão de microorganismos&lt;br /&gt;no chão apodrecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o farfalhar das folhas&lt;br /&gt;através dos dias elas viajam:&lt;br /&gt;cada dia mais fracas,&lt;br /&gt;cada dia mais podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jabuticabas moles&lt;br /&gt;derrubadas pelos passarinhos&lt;br /&gt;negadas pelas crianças&lt;br /&gt;esquecidas pelas montanhas e suas colônias de alpinistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jabuticabas otimistas!&lt;br /&gt;Porque mesmo fedidas de morte&lt;br /&gt;e apesar de que a Força as aborte&lt;br /&gt;No chão elas estão a jazer&lt;br /&gt;com a mente quieta,&lt;br /&gt;a espinha ereta&lt;br /&gt;e o coraçao tranquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-4251521532035054048?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/4251521532035054048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=4251521532035054048' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/4251521532035054048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/4251521532035054048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2007/06/um-poema.html' title='Um Poema'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-1427172119252072799</id><published>2007-06-01T15:06:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T15:10:40.210-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Perípécias da vida!&lt;br /&gt;Paredes metafísicas,&lt;br /&gt;Amores inaugurados,&lt;br /&gt;vasos&lt;br /&gt;rosas&lt;br /&gt;delícias&lt;br /&gt;E um vasto e brilhante legado:&lt;br /&gt;o da história todinha&lt;br /&gt;e o das veredas individuais.&lt;br /&gt;todos rimando&lt;br /&gt;difusos&lt;br /&gt;coordenados&lt;br /&gt;absurdos&lt;br /&gt;todos calados.&lt;br /&gt;Escondidos nas entranhas do espaço vazio de um quarto,&lt;br /&gt;e dispersos no tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-1427172119252072799?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/1427172119252072799/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=1427172119252072799' title='0 Comments'/><link rel='edit' 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adentrarem-lhe o peito, sem saber exatamente onde estava.  Niilista. falava coisas sem sentido por aí. A única coisa da qual realmente precisava era de um enredo. Um enredo para suas histórias fugazes, um enredo para dar sentido a seus dias.&lt;br /&gt;Bandeira branca, amor...&lt;br /&gt;Bandeira branca, amor...&lt;br /&gt;andava pelo centro da cidade prestando atenção aos olhares, e seu enredo longe de aparecer. antes de estar prestes a necessitar de uma concretude factual, apareciam-lhe milhares, dezenas de histórias encadeadas, perfeitas...mas...defronte da hora precisa...até suas palavras ficavam iguais.&lt;br /&gt;queria apenas resolver o mundo como a uma equação.&lt;br /&gt;mas dali em diante, resolvida a equação, o que faria?&lt;br /&gt;não pensava sobre isso, o vicente.&lt;br /&gt;andava pela avenida rio branco, pessoas fantasiadas. mais um carnaval.&lt;br /&gt;bandeira branca...bandeira branca...marchinhas bulinavam seus ouvidos...&lt;br /&gt;não sabia como terminar...percebam que nem eu sei...&lt;br /&gt;entendam que, como ele, eu também estou aqui. sem enredo e sem saber como terminar a minha história. porque o vicente não existe. e eu não me dei ao trabalho de pesquisar sobre sua identidade, seus costumes ou suas caracteristicas fisicas.&lt;br /&gt;vicente: somente um nome sem rosto.&lt;br /&gt;vicente flácido...descontínuo e igual aos outros textos que podem ser encontrados nesta página.&lt;br /&gt;vicente declamando o mesmo sentimento, que já não dói mais, mas que apenas está...não mais cheio de significado, só, em estado de latência...&lt;br /&gt;como o espaço entre aqueles que esperam na fila da receita federal. talvez...talvez não: certamente vazio.&lt;br /&gt;ainda não há ensinamentos. ainda não há moral...ainda nada. queria apenas ter enredo. mas é difícil. mais difícil que bostejar palavras elucidativas do caos filosófico-deprimente que tem habitado meus dias.&lt;br /&gt;se eu fosse funcionaria pública talvez virasse o nelson rodrigues, ou o fernando pessoa. mas não.&lt;br /&gt;queria apenas um enredo; apenas uma coisa cheia de sentido..preenchida por todos os lados de gozo, de conforto, de saúde. apenas...uma dessas coisas que duram mais de um segundo...que duram mais do que o caos pode proporcionar.&lt;br /&gt;o vazio real é aquele cheio de possibilidades homogeneas, ou é essa minha falta de enredo?&lt;br /&gt;yeah, man...&lt;br /&gt;daqui a quarenta anos, talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116676804738806031?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116676804738806031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116676804738806031' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116676804738806031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116676804738806031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/12/o-que-terei-eu-de-fazer-vicente.html' title=''/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116570245822584424</id><published>2006-12-09T13:47:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T14:14:18.260-08:00</updated><title type='text'>Para Dona Congeta</title><content type='html'>Queria ter força para que minhas idéias pudessem aber em mais de 30 segundos. Delas eu tenho um monte. e belas. tinha uma velhinha curvada e de olhar bem triste. e tinha um momento belo e bastante intenso. pasta de dentes. dentadura. ovelha.&lt;br /&gt;e o abraço da vovó que se entrega com um sorriso infantil. para aquela ovelha.  de uma forma tão delicada e brilhando. ao som de música  funda. momento  tão bonito.  tudo acontecendo. &lt;br /&gt;cai a folha, late o cachoro (au au au). late docemente. a saudade dói em algum lugar, em vários peitos. existe sexo, existe vida. existem lágrimas tão azuis brilhando e caindo para logo depois subirem aos céus. e deus sorri.&lt;br /&gt;as bombas explodem onde não posso ouvi-las, freadas pelo ar...a distância resguarda meus ouvidos. tantas sutilezas. marionetes de madeira. alguma força estabilizadora de nós (graças a deus).balões coloridos, bala de morango. travesseiro macio, beijos de mel. apenas a inocência. cheiro de útero. calor ideal.&lt;br /&gt;muito a se enumerar, eduarda! temos muito trabalho por hoje! venha me ajudar com isso aqui. o vovô entende, clara. deite do meu lado que vou lhe contar uma história. já conheceu algum pirata? pois eu já! foi há muito tempo atrás e ele bebia rum e falava alto. era exatamente como os outros piratas e isso fazia dele muito especial. o homem tinha um bom coração por detrás da face carrancuda e da barba cheia de nós. vovô queria ter um bom ensinamento  para você agora, mas não me restou nada,  anjinho, só essa pele enrugada e determinadas coisas que apenas eu mesmo entendo, embora não toque muito nelas ultimamente.  mas você, na minha idade, também vai ter as suas coisas. que beleza de solidão, clarinha! pare de chorar.&lt;br /&gt;voltar ao normal e caber em si não pode ser assim tão difícil. e nem tedioso. carinho. quanto cor-de-rosa pruma menina só! tudo passando e pelo amor de deus um calorzinho! algum diminutivo aconchegante. e choro. substantivo. apenas ondas e flutuações do dólar.&lt;br /&gt;tudo não passou de um sonho, ana.&lt;br /&gt;clarice, só queria te dar um forte abraço de compreensão. afinal, estamos juntas nisso. só um sorriso e uma tarde no parque. sabe aquela emoção de quando algum personagem de filme realiza um grande desejo?&lt;br /&gt;sentir é um mistério.&lt;br /&gt;amo, e isso já não dói mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116570245822584424?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116570245822584424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116570245822584424' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116570245822584424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116570245822584424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/12/para-dona-congeta.html' title='Para Dona Congeta'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116553917950219595</id><published>2006-12-07T16:39:00.000-08:00</published><updated>2006-12-07T16:52:59.853-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sabe, ricardo, eu não tenho exatamente o que dizer. e além do mais, hoje fez muito calor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116553917950219595?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116553917950219595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116553917950219595' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116553917950219595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116553917950219595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/12/sabe-ricardo-eu-no-tenho-exatamente-o.html' title=''/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116403447190708208</id><published>2006-11-20T06:45:00.000-08:00</published><updated>2006-11-20T06:54:31.916-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ainda era cedo. era muito cedo. realmente muito cedo. tudo aquilo ali pela frente. como cansava, como cansava. tontura, delírio, e um precipício com uma conotação menos romântica. essas coisas amontoadas no fundo do armário. e fora dele. e dentro do corpo. e fora dele. e perto das pontes, e longe delas. e misturado no ar...e não ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;passou a noite na chuva. passou a noite na chuva. noite finita. divertida, até. mas a finitude dela tirava toda a graça. viva o presente, as pessoas dizem. e fez isso. fez isso durante toda a noite até o fatídico momento em que se lembrou da finitude. e o edifício do instante cheio de alma, sem questionamentos ou consciência de que aquilo era o presente simplesmente desabou. é isso. morreu e nasceu, mas qual é a diferença?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116403447190708208?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116403447190708208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116403447190708208' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116403447190708208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116403447190708208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/11/ainda-era-cedo.html' title=''/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116142131108399183</id><published>2006-10-21T02:01:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T02:01:51.086-07:00</updated><title type='text'>755</title><content type='html'>É o caos. No ônibus cheio, o cansaço borbulhante preenche todo o ar. Somada a ele, a excitação esganiçada dos meninos e meninas voltando da escola após um dia inteiro de conhecimentofagia provoca espasmos de irritação nos demais passageiros. Barulho, calor, engarrafamento. E uma gracinha de menino que me olha curioso enquanto tento escrever apesar do sacolejo do veículo.&lt;br /&gt;Favela da Rocinha. Mendigos e malandros involuntários querendo entrar sem pagar passagem são escorraçados pelo motorista. De quem é a culpa? Ninguém sabe. Afinal, a culpa é dela mesma. Dona do próprio nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nativa FM tocando no rádio tem seus apelos sufocados pelo ronco dos motores. Tlac-tlac. A roleta roda. Plin-plin. De grão em grão a galinha enche o papo. Mal-humorados estamos todos: eu e os donos dos olhos murchos que contemplam (ser ver) a praia de São Conrado.&lt;br /&gt;Como são pacíficas essas ondas porque nunca se cansam da inércia em que vivem! E toda a vida e beleza de seu monótono vai-vem ficam lembrando aos passageiros que não há razão para ter medo.&lt;br /&gt;Seria esse um esforço vão? Talvez.&lt;br /&gt;Só é certo que nós, com os olhos embotados pela fadiga e os ouvidos pouco adestrados para ouvir a voz dos oceanos, apenas deitamos a cabeça no duro encosto e dormimos um sono de mentira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116142131108399183?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116142131108399183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116142131108399183' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116142131108399183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116142131108399183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/755.html' title='755'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116142125906088298</id><published>2006-10-21T02:00:00.000-07:00</published><updated>2006-10-21T02:00:59.063-07:00</updated><title type='text'>Campo florido</title><content type='html'>O campo florido não fica tão bucólico quando cada uma daquelas flores se torna viva diante dos olhos; viva e perpassada pela frieza da reprodução da vida; por aquela seqüência de reações químicas, gametas, divisões celulares.&lt;br /&gt;O fato de estarem vivas confere às flores a agudeza de um metal. E assim elas perdem sua inocência virgem, e no lugar fica uma essência indizível, mas que é como que escalpelada, assassina. &lt;br /&gt;Estranho pensar que um campo florido se constrói a partir da reprodução, coisa tão biológica, tão científica. Um campo florido é apenas um bando de corpos existindo mecanicamente, uma colônia de flores que poderiam ser bactérias.&lt;br /&gt;Olhar o campo florido ao microscópio destrói toda sua ternura. Revela, detrás do romantismo do quadro, a perversidade inerente à vida. A perversidade de uma infecção, que é apenas proliferação de organismos. De uma infecção, que é apenas vida.&lt;br /&gt;Tragicamente vida.&lt;br /&gt;Passei de ônibus por um campo de flores laranjas que balançavam com o vento. Eram lindas até se tornarem bactérias. Eram lindas até terem sido olhadas através do microscópio. Eram lindas até ficarem vivas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116142125906088298?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116142125906088298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116142125906088298' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116142125906088298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116142125906088298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/campo-florido.html' title='Campo florido'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116088670735195046</id><published>2006-10-14T21:30:00.000-07:00</published><updated>2006-10-14T21:31:47.353-07:00</updated><title type='text'>Bacon tastes good</title><content type='html'>Bacon tastes good. Porc shops taste good...&lt;br /&gt;Textos são só textos.&lt;br /&gt;Cigarros, só cigarros.&lt;br /&gt;Assim por diante:&lt;br /&gt;Fedor, gordura.&lt;br /&gt;E todo o resto que existe de lindo.&lt;br /&gt;Talvez um dia eu aprenda a ser otimista.&lt;br /&gt;Talvez um dia meu aprendiz me descubra.&lt;br /&gt;Talvez...eu vivesse outra vez.&lt;br /&gt;Sempre, tudo em volta.&lt;br /&gt;Talvez e sempre.&lt;br /&gt;Vazio, nada.&lt;br /&gt;Bla bla bla repetido.&lt;br /&gt;Ócio criativo.&lt;br /&gt;Verdades confessadas.&lt;br /&gt;Mas o que é verdade?&lt;br /&gt;Pensando em seu íntimo;&lt;br /&gt;O que é a verdade?&lt;br /&gt;Esquece e não pensa mais...&lt;br /&gt;Use drogas e morra.&lt;br /&gt;Roll up for the mystery tour!!!&lt;br /&gt;Referências, referências…&lt;br /&gt;Pra que falar, se tudo por todos já foi dito?&lt;br /&gt;Todos, tudo.&lt;br /&gt;Abrangência contínua...&lt;br /&gt;diferente, mas perpétua.&lt;br /&gt;Amanhã, acordado e cheio de responsabilidades.&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;Ruim.&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;Clichês, sempre nossos clichês.&lt;br /&gt;Idéias lançadas ao vento e metalinguagem.&lt;br /&gt;Fatos, fatos, fatos.&lt;br /&gt;descontinuidades.&lt;br /&gt;roda mundo...roda gigante...&lt;br /&gt;moinho, peão...&lt;br /&gt;é bom, é ruim.&lt;br /&gt;é bom, é ruim.&lt;br /&gt;paixão, só palavras.&lt;br /&gt;cheias de significado, por todos os lados.&lt;br /&gt;palavras...&lt;br /&gt;sempre incompletas, misteriosas, viciantes.&lt;br /&gt;palavras para drenar nosso excesso!&lt;br /&gt;Falta, silêncio das espáduas,&lt;br /&gt;peito de fora, fumaça.&lt;br /&gt;Tem horas em que flui.&lt;br /&gt;Tem horas em que finda.&lt;br /&gt;Sempre! Sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116088670735195046?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116088670735195046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116088670735195046' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116088670735195046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116088670735195046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/bacon-tastes-good_116088670735195046.html' title='Bacon tastes good'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116086698825033466</id><published>2006-10-14T16:00:00.000-07:00</published><updated>2006-10-14T16:03:08.260-07:00</updated><title type='text'>Realmente</title><content type='html'>Qual é o limite entre o real e todo o resto?&lt;br /&gt;Limite?&lt;br /&gt;Porque os olhos, ludibriados, podem produzir qualquer sensação de real, mas a mente, essa presa, ela não se deixa ir. Dita isso-não-pode. Dita físicas, matemáticas, empirismos: lições do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois saibam que hoje eu vi o irreal e através dos olhos fui quase capaz de atravessar uma parede. E aí o dia nublado presenciou com orgulho cada gota do meu espanto.&lt;br /&gt;O coração aos solavancos e o peito querendo congelar um instante de vida, um instante de dor. Entretanto o olho pisca em sua factual limitação, e nervoso. E de repente o infinito se esvai do corpo e voa para longe como um saco de plástico. Vem o vento e oferece consolo com seus beijos gélidos, vem varrer para lá meu instante suspenso e exclamativo, para onde meus braços não o alcancem. Fica o corpo, fica a reza e as mãos trêmulas. Estômago em feroz rebuliço. E a verdade vira memória.&lt;br /&gt;O peito é um cavalo, e arde. Ele grita e se esgoela em murmúrios cheios de pó. Ele grita om. Os olhos choram, a boca seca. Tudo pelo infinito. Tudo fato imperativo, que ao som de tambores graves se ergue como um rei diante da estupefação e da tragédia. E à revelia delas, imprime devagar sua pisada.&lt;br /&gt;Quem dera que o infinito fosse meu. Quem dera que deixasse de ser apenas instante. Quem dera que o instante me engolisse e me diluísse em seu bojo fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a morte daria cabo do incomensurável dilema da alma transgressora. Só ela para me empurrar rumo às beiradas do mundo, de onde escorre o sal azul da vida. Uma fonte virgem. Intocada pelo espaço ou pelo tempo. Só ela, não é mesmo?&lt;br /&gt;Mas a morte tarda, essa velha. E tricota com minúcia os fios negros de sua teia.&lt;br /&gt;Espero sem pressa e com medo o momento de fazer-me instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto meu corpo possuir limites o infinito será só uma visita. E talvez, quando ele chegar sem volta qual onda de mar revolto para destroçar todos os edifícios semânticos que laboriosamente construí, talvez nessa hora eu me arrependa. E trema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116086698825033466?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116086698825033466/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116086698825033466' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116086698825033466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116086698825033466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/realmente.html' title='Realmente'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116057509425453179</id><published>2006-10-11T06:55:00.001-07:00</published><updated>2006-10-11T06:58:14.256-07:00</updated><title type='text'>Ainda</title><content type='html'>Aqui, perdida nesse mundo de bondade e controle...&lt;br /&gt;E lá, distante, a lua redonda tão sábia!&lt;br /&gt;Tudo o que se move. Tão sábio!&lt;br /&gt;Tudo o que existe apenas...tão pleno.&lt;br /&gt;No mundo há bondade; mas com ódio espumante brincando de ciranda nas entranhas.&lt;br /&gt;E o controle? A abnegação! Os seres humanos...&lt;br /&gt;Tudo cerceia, até a impossibilidade de ser apenas palavras.&lt;br /&gt;Aqui nesse microcosmo...&lt;br /&gt;achando ser possível mudar as coisas com o simples oferecimento de um amor tão doente e falso quanto o próprio amor.&lt;br /&gt;Nada! Tudo mentira!&lt;br /&gt;Como pode existir tamanha prisão na total ausência de muros?&lt;br /&gt;O horizonte ali para ser apanhado,&lt;br /&gt;ou melhor,&lt;br /&gt;O horizonte para ser solvente de todos&lt;br /&gt;Para comer-nos os restos e os transformar em algo mais útil.&lt;br /&gt;Secretamente, bem baixinho, na ponta dos pés&lt;br /&gt;A verdade é dita de si para si.&lt;br /&gt;Em frente ao espelho, que nem uma reza&lt;br /&gt;Falando&lt;br /&gt;Sobre si mesma&lt;br /&gt;Em total solidão.&lt;br /&gt;A cada palavra inteira&lt;br /&gt;Que profere, raspa uma lasca de pele.&lt;br /&gt;E assim fica até que dela só reste o nada&lt;br /&gt;E a sujeira no chão para os&lt;br /&gt;Faxineiros limparem.&lt;br /&gt;Mais nada.&lt;br /&gt;O homem atrás do bigode&lt;br /&gt;Nasceu com os olhos voltados para dentro de si.&lt;br /&gt;Perguntaram-no, então&lt;br /&gt;Animados&lt;br /&gt;O que o homem podia ver com tamanha dádiva.&lt;br /&gt;Respondeu-lhes o homem com um sorriso:&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;Era escuro dentro do homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116057509425453179?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116057509425453179/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116057509425453179' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116057509425453179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116057509425453179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/ainda_11.html' title='Ainda'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116053401189067719</id><published>2006-10-10T19:06:00.001-07:00</published><updated>2006-10-10T19:33:31.893-07:00</updated><title type='text'>a uma amiga que me pediu para quebrar em vírgulas</title><content type='html'>- O que queres, Amanda? Heim?&lt;br /&gt;- Não sei ainda.&lt;br /&gt;(silêncio). Ela ainda:&lt;br /&gt;- o que você repara quando me vê?&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;Não, ele não sabia.&lt;br /&gt;Só que no fundo do peito,&lt;br /&gt;Em carocinho miúdo; no centro de tudo do mundo&lt;br /&gt;Brilhou uma luz:&lt;br /&gt;Pequena, mais clara,&lt;br /&gt;Envolta de pasta.&lt;br /&gt;Ele não iria fala! Ou iria?&lt;br /&gt;Falar para ela da gosminha? Daquele cubinho de gelo amarelo&lt;br /&gt;Do fundo do peito?&lt;br /&gt;Mas o que era mesmo que ele via? Nela?&lt;br /&gt;- Heim? O que você vê?&lt;br /&gt;Andou para os lados, cabeça baixa.&lt;br /&gt;- Você não vê&lt;br /&gt;Que também não entende! é&lt;br /&gt;Também seu próprio clichê!&lt;br /&gt;Desejosa de si mesma, amanda.&lt;br /&gt;Desejosa de cada gota de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda, não sei bem. Digo, sentiu azul marinho, o que funcionou em seu peito, na pressão contrária&lt;br /&gt;Contrária do inchaço&lt;br /&gt;de receber&lt;br /&gt;idéias alheias.&lt;br /&gt;Ta! (martelo na mesa). Desculpa.&lt;br /&gt;Como resolver aquilo? Ela precisava de&lt;br /&gt;Uma justificativa plausível.&lt;br /&gt;Sofria, porque no fundo de si mesma,&lt;br /&gt;a pequena bolinha sabia de tudo.&lt;br /&gt;“A minoria sempre esmagada”, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdurou, aquilo.&lt;br /&gt;Lasted, se estendeu&lt;br /&gt;sobre as fibras de cada fatia&lt;br /&gt;da estrada esférica&lt;br /&gt;de seu peito.&lt;br /&gt;E do peito dele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora acabou,&lt;br /&gt;claro.&lt;br /&gt;Morreu, enfim, morreu!, disseram ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento tudo acaba,&lt;br /&gt;E a sensação dessa despedida em particular,&lt;br /&gt;Digo, da despedida de uma história...&lt;br /&gt;Dói e envergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu, enfim, morreu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116053401189067719?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116053401189067719/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116053401189067719' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116053401189067719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116053401189067719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/uma-amiga-que-me-pediu-para-quebrar-em.html' title='a uma amiga que me pediu para quebrar em vírgulas'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116050961068043440</id><published>2006-10-10T12:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T12:46:50.686-07:00</updated><title type='text'>poooxa!</title><content type='html'>só porque essa página vai ficar muito tempo improdutiva, e porque eu mesma estou assim, resolvi aparecer e dar um alô.&lt;br /&gt;agora a doente vai dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116050961068043440?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116050961068043440/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116050961068043440' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116050961068043440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116050961068043440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/poooxa.html' title='poooxa!'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116042280644733395</id><published>2006-10-09T12:36:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T12:40:06.476-07:00</updated><title type='text'>Cimento</title><content type='html'>De alguma forma esse cimento seco precisa sair de dentro. De alguma forma quebrá-lo em pedacinhos, de alguma forma respirar.&lt;br /&gt;Com a sensação acimentada de nada ele vagou pela rua a procura do indizível. Porque se nada lhe cabia dentro e se ele em nada se encaixava, como esvaziar-se? Assim, tentando inventar uma música nunca ouvida, ele caminhou, pé ante pé.&lt;br /&gt;E, procurando inutilmente captar os detalhes e as frestas da rua para sugar-lhes a vida, olhou ao redor, chegando a simular e a quase sentir aquela pontada de beleza dolorida tão familiar, tão triunfo. Mas a pulsão de glória das coisas não queria penetrar deveras seus poros naquele dia. Não iria cativar o amor de objeto algum, e sabia disso.&lt;br /&gt;Estava triste. Estava curvado e obscuro.&lt;br /&gt;Queria enlouquecer, eu acho. Mas temia, temia porque era humano. Mais que isso, porque era social e porque era lembrança pura. Suicidar-se?&lt;br /&gt;Nunca! O maior desafio que se havia imposto era o de conquistar a vida pulsante em sã consciência. Melhor, conservando a memória.&lt;br /&gt;Ele não sabia sobre o sacrifício. Nem eu sei.&lt;br /&gt;Ele não sabia que, para atingir aquele ápice do tudo, era preciso parar de pensar. Existir em tudo é o mesmo que não existir.&lt;br /&gt;Talvez o soubesse.&lt;br /&gt;Não queria, pois, abrir mão daquela inteligência que lhe trazia uma felicidade fácil. E por isso se convenceu, sem perceber, a ignorar aquilo sabido...porque é bom sentir a dor da tragédia. É bom ser levado à loucura pela mais gorda tragédia.&lt;br /&gt;Ele gostava de estar encurralado e morder os lábios e apertar o travesseiro em um uivo ensandecido de dor e de fúria. Assim sentia fundo. Assim podia ouvir o núcleo da Terra gemer.&lt;br /&gt;Olhava as pessoas passando. Todas, sem exceção, enjauladas numa singularidade. Olhava as fotografias estroboscópicas dos passos, dos segundos. Olhava com atenção para o caos estático instaurado no espaço. E naturalmente indagava-se sem forma.&lt;br /&gt;Ia caminhando aleatoriamente e cheio de melancolia. Ia derramando melancolia no chão. Transbordava o suco fedorento da melódica melancolia.&lt;br /&gt;De repente, ao olhar para os lados, seu peito ardeu amarelo. Ardeu gelado como um orgasmo. A beleza estava ali e dançava para ele estendendo as mãos em súplica. Estava ali como um violino chorando.&lt;br /&gt;Ele correu. Correu muito. Rodopiou e saltou para o ar, para agarrá-la, para fodê-la.&lt;br /&gt;A beleza de vestido esvoaçante, de cabelos soltos e molhados, com os olhos vermelhos, com sangue no peito. A beleza como carne crua.&lt;br /&gt;Naquele instante súbito ele estuprou a beleza em pleno asfalto. Com tanta violência, com tanta feiúra. Soluçava de prazer, em murmúrios de cítara.&lt;br /&gt;Engoliu a beleza como um rato faria. Gulosamente, sem olhar para os lados. Firme em seu desespero. Influenciado pelo calor noturno, pela secura do ar, pela secura do peito.&lt;br /&gt;Tão cruel, tão sedento e mundano. Tão triste.&lt;br /&gt;Morreu ali como uma guitarra, estatelado. Fraco após o gozo.&lt;br /&gt;Ergueu-se depois. Cambaleou. Vomitou cimento. Foi para casa e nunca mais lembrou o próprio nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116042280644733395?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116042280644733395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116042280644733395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116042280644733395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116042280644733395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/cimento.html' title='Cimento'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35677433.post-116027858883157353</id><published>2006-10-07T20:36:00.000-07:00</published><updated>2006-10-07T20:36:28.836-07:00</updated><title type='text'>ah foda-se</title><content type='html'>porra, que saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35677433-116027858883157353?l=poooxa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poooxa.blogspot.com/feeds/116027858883157353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35677433&amp;postID=116027858883157353' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116027858883157353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35677433/posts/default/116027858883157353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poooxa.blogspot.com/2006/10/ah-foda-se.html' title='ah foda-se'/><author><name>Casbar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01623225029707691091</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
